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Andropausa existe? O que muda na saúde do homem após os 50 anos

  • Foto do escritor: Dra. Carolina Figurelli
    Dra. Carolina Figurelli
  • 17 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 11 de fev.

Você já ouviu falar em andropausa? Muitos homens relatam queda de energia, alterações no sono, ganho de peso e diminuição da libido após os 50 anos — mas será que existe mesmo uma “menopausa masculina”?

Neste artigo, a Dra. Carolina Figurelli, urologista em Porto Alegre, explica o que realmente acontece com os hormônios masculinos após os 50 anos, quais sintomas merecem atenção e quando buscar avaliação médica.

O que é a andropausa?

A chamada andropausa é um termo popular para descrever as mudanças hormonais que acontecem em alguns homens, principalmente após os 50 anos. O nome médico correto é Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) ou hipogonadismo tardio.

Diferente da menopausa feminina — que ocorre de forma abrupta — a queda da testosterona no homem costuma ser gradual, em torno de 1% a 2% ao ano a partir dos 30-40 anos. Isso significa que nem todo homem vai apresentar sintomas significativos, e a intensidade varia de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas?

Os principais sinais que podem estar relacionados à baixa testosterona incluem:

  • Fadiga e cansaço frequente, mesmo com sono adequado

  • Redução da libido e alterações na função sexual, incluindo disfunção erétil

  • Perda de massa muscular e aumento de gordura abdominal

  • Alterações no humor: irritabilidade, tristeza ou falta de motivação

  • Dificuldades de concentração e memória

  • Diminuição da densidade óssea, aumentando risco de osteoporose

  • Ondas de calor e suores noturnos (menos comuns que na menopausa, mas possíveis)

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Andropausa é a mesma coisa que menopausa?

Não. Apesar do nome popular, a andropausa é bem diferente da menopausa. Na mulher, a produção de hormônios cai drasticamente em poucos anos, levando ao fim da fertilidade. No homem, a queda da testosterona é lenta e progressiva, e a capacidade reprodutiva pode ser mantida por toda a vida.

Estima-se que apenas 10% a 25% dos homens acima dos 50 anos tenham níveis de testosterona baixos o suficiente para causar sintomas clínicos. Por isso, muitos especialistas preferem evitar o termo “andropausa”, que pode dar a impressão de que todo homem passará por essa fase.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do DAEM deve ser feito por um médico urologista e envolve dois pilares principais:

  • Avaliação clínica: questionários validados (como o ADAM) ajudam a identificar sintomas característicos e sua intensidade

  • Exames laboratoriais: dosagem de testosterona total e livre, preferencialmente coletada pela manhã (quando os níveis são mais altos). Outros exames complementares incluem LH, FSH, prolactina e PSA

É importante descartar outras condições que podem mimetizar os sintomas do DAEM, como depressão, hipotireoidismo, diabetes descompensada e apneia do sono.

Tratamento: terapia de reposição de testosterona

Quando o diagnóstico de DAEM é confirmado, a principal opção terapêutica é a terapia de reposição de testosterona (TRT). Ela pode ser administrada de diferentes formas:

  • Gel transdérmico (aplicação diária na pele)

  • Injeções intramusculares (a cada 2-4 semanas ou trimestrais)

  • Implantes subcutâneos (pellets inseridos a cada 4-6 meses)

A TRT não é indicada para todos os homens. Existem contraindicações importantes, como câncer de próstata ativo, apneia do sono grave não tratada e policitem ia. Por isso, o acompanhamento médico regular é fundamental durante todo o tratamento, com monitoramento de PSA, hematócrito e perfil lipídico.

Mudanças no estilo de vida que ajudam

Além do tratamento médico, algumas mudanças no estilo de vida têm impacto positivo na saúde hormonal masculina:

  • Exercícios físicos regulares, especialmente musculação e treinos de alta intensidade, que estimulam a produção natural de testosterona

  • Alimentação equilibrada rica em proteínas, zinco, vitamina D e gorduras saudáveis

  • Sono de qualidade (7-8 horas por noite), pois a maior parte da testosterona é produzida durante o sono profundo

  • Redução do consumo de álcool e tabaco

  • Controle do peso corporal, já que a gordura abdominal converte testosterona em estrogênio

  • Gerenciamento do estresse, que eleva o cortisol e suprime a produção de testosterona

Quando procurar um urologista?

Cuidar da saúde após os 50 anos é fundamental para manter qualidade de vida, energia e bem-estar. Se você percebe queda de energia, alterações na libido, ganho de peso inexplicado ou mudanças de humor que não melhoram, vale a pena investigar com um especialista.

A Dra. Carolina Figurelli é urologista em Porto Alegre e realiza avaliação completa da saúde hormonal masculina. Agende sua consulta e tire todas as suas dúvidas sobre testosterona e saúde do homem.

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